quinta-feira, 26 de junho de 2008

Diálogo sem pé nem cabeça

Quem nunca passou por uma situação constrangedora, de não entender o que a outra pessoa está falando, num contexto onde os dois participantes do diálogo são brasileiros, nascidos e criados aqui?

Não adianta, pode perguntar “O que?” mais de três vezes e ainda assim, não será possível decifrar o infeliz.

Aliás, desde pequena venho passando por situações inusitadas. Eu tinha lá meus 11 anos, estava em casa, com meus pais, quando o porteiro Damiano interfona, minha mãe atende e grita indignada para mim, que estava no quarto, tranquilamente, brincando de Barbie:

- Charlotte!!! Que história é essa de você combinar com o Damiano de dar uma volta de bicicleta?!

Eu levanto, meio zonza com o que a minha mãe estava falando, já que o que eu tinha entendido é que o Damiano tinha se oferecido para limpar a minha bicicleta... E foi aí que começou a saga dos dialetos.

Depois disso, quase fui obrigada a dar o meu cachorro Zé para o porteiro do prédio dos meus pais, o Humberto, pois ele disse que eu tinha prometido e bla, bla, bla. Devo ter prometido isso em alguma das mais de 1.000 vezes que eu concordei com o que ele estava falando e sorri entrando no elevador para tentar escapar da situação, sem entender sequer uma palavra pronunciada pelo simpático e risonho Humberto... Depois disso, ficou magoado e sem me deixar estacionar o carro na garagem por quase um mês!

Agora, com o porteiro do meu atual prédio, nada mudou. Porteiro Evandro fala muitas coisas com uma aparência animada, eu concordo com tudo o que ele diz, sorrio e entro no elevador o mais rápido possível. E também rezo todas as noites para não prometer o meu carro ou meu apartamento!

2 comentários:

Anônimo disse...

Po Charlote, os porteiros do seu prédio são gente boa!

Tavares disse...

Cara, parece que a Charlotte estava falando do Duda, porteiro do prédio que eu morava! KKKK